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História

RELATÓRIO DO SAAE DE JUCÁS – 1971 a 2013

44 ANOS DE SERVIÇOS PRESTADOS À POPULAÇÃO JUCAENSE

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE de Jucás – é uma autarquia municipal, da administração indireta deste Município, criada pela Lei nº 12/71, de 30 de novembro de 1971, na administração do prefeito Adalberto Fernandes Luna.
O SAAE sobrevive por conta própria, tendo apenas a arrecadação das contas de água para garantir a gestão, operação e manutenção dos sistemas de abastecimento de água e tratamento de esgoto, prestando um serviço relevante ao município no que diz respeito à captação, tratamento e distribuição de água para consumo humano e uso doméstico há 44 anos, além da coleta e tratamento de esgoto (quase 50% de cobertura na sede urbana, desde 1988).
Em 1987, o SAAE ganhou sua primeira estação de tratamento de água com filtração e desinfecção (cloro liquefeito), mas já funcionava há 16 anos antes, só que sem tratamento algum.
Durante anos (1971 a 1999), o SAAE passou por muitas dificuldades de abastecimento, principalmente no segundo semestre, pois o rio Jaguaribe secava e os poços também, além da alta concentração de ferro. Por alguns anos, houve períodos em que a população tinha que pegar água em cacimbas no leito do rio para seu consumo, porque o abastecimento estava muito comprometido pela falta de água nos poços de captação do SAAE.
Com a construção do açude Muquém, no município vizinho de Cariús, e da adutora captando água de um poço construído à margem esquerda do rio Cariús, na vila Acampamento, há 14 km do reservatório e há 04km da Estação de Tratamento de Água, em Jucás, no ano de 2000, o problema em relação a quantidade e qualidade de água ficou aparentemente resolvido, porque a solução de fato seria uma adutora captando água diretamente do açude Muquém.


Imagem da captação do SAAE de Jucás à margem do rio Cariús - 2000


Destruição da captação do SAAE de Jucás que ficou dentro do leito do rio

Em 2004, com as grandes enchentes, a captação foi praticamente destruída, de modo que caiu a subestação de energia elétrica com poste e transformador, rompeu-se a adutora, foi destruído o cercado ao redor do poço, que ficou dentro do leito do rio, uma vez que antes tinha um leito filtrante de 15 metros aproximadamente no solo. Com isso, o SAAE teve um prejuízo enorme e precisou investir na recuperação e limpeza do poço, pois tudo estava uma lama só. O rio Cariús possui águas muito barrentas, com alto teor de argila durante o período chuvoso.
Entre os anos de 2005, 2006 e 2007, a qualidade da água captada no período invernoso foi muito difícil, porque as águas barrentas do rio entravam no poço e a ETA não tinha como tratar esta água e muitas eram as reclamações que o SAAE de Jucás recebia da população sobre a péssima qualidade da água.


Em fevereiro de 2008, as enchentes foram determinantes para que o poço fosse totalmente desativado, sem as mínimas condições de uso. O SAAE teve que investir na construção emergencial de um poço artesiano de manilhas com 12m de profundidade e um metro de diâmetro, 300 metros de adutora de 150 mm, 300 metros de rede elétrica, subestação elétrica com poste e transformador, conjunto motor-bomba, um aerador, dentre outros pormenores, custando aos cofres do SAAE mais de R$ 50 mil, dívida esta que foi parcelada com os fornecedores, findando apenas dois anos depois.


O problema de água barrenta com alta turbidez (rio Cariús) foi amenizado com a construção desta nova captação à margem do rio Jaguaribe, ao lado da cidade, contudo havia um outro problema: água rica em ferro, “capa rósea”, comum em todo o leito do rio Jaguaribe, com uma média de teor de 7.0 mg/litro. O aerador não é suficiente, mas reduz consideravelmente, aproximando do teto máximo permitido pela Portaria nº 2914/2011 do Ministério da Saúde (0,3 mg/L). Contudo, a vazão dos poços é insuficiente e é preciso complementar com água de um poço amazonas localizado bem na margem do rio. Isso compromete mais ainda a qualidade da água no que diz respeito à turbidez e à cor.
A solução definitiva para este problema de insegurança hídrica e da qualidade da água para consumo humano da população da cidade de Jucás é a construção da adutora captando água diretamente do açude Muquém, para atender ao abastecimento humano das cidades de Jucás e de Cariús.
A solução paliativa é ter duas captações: uma na margem esquerda do rio Cariús para utilizar nos períodos mais secos (segundo semestre) e outra na margem direita do rio Jaguaribe, ao lado da cidade, para utilizar no período invernoso, de chuvas e enchentes. E ficar assim até sair a obra da adutora do Muquém, que já foi aprovado um projeto via Funasa com a Prefeitura de Cariús.

A ETA da sede do SAAE de Jucás é compacta e foi construída para tratar água de poço com baixo teor de turbidez e materiais em suspensão (água subterrânea), por isso não é possível tratar a contento água de superfície com alto teor de argila ou de ferro, como a água que é captada desde 2004,ora do rio Cariús, ora do rio Jaguaribe.

O SAAE é uma autarquia municipal com arrecadação própria para sua manutenção, mas não tem função nem condição para investimentos estruturantes de alto custo. Isso precisa ser adquirido por meio de recursos externos, quer seja do município, estado ou união. Por isso, é importante fazer um levantamento dos problemas, sugerir ações para solucioná-los (fazer um diagnóstico e um planejamento) e, por fim, com o apoio do prefeito municipal e aliados políticos (deputados, senador e governador), elaborar projetos e correr atrás de recursos junto aos programas que se têm pelos ministérios, pelas bancadas dos deputados, etc.
O SAAE também teve que investir na construção de elevatórias (bombeamentos interligados em alguns pontos mais distantes da rede de distribuição, para impulsionar a água mais para longe, a fim de atender as famílias nos finais da rede). Há atualmente cinco estações elevatórias de água: uma no final do Alto do Thor (em frente a Zé Aleijado), outra na caixa d’água da rua João Cavalcante, outra no final da rua José Bento, outra no Planalto, e outra abaixo da caixa d’água do Alto da Bomba. Esta penúltima citada conduz água até as casas da Mina Magnesium do Brasil Ltda. há quatro quilômetros da cidade.

O SAAE

O Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE de Jucás – é uma autarquia municipal, da administração indireta deste Município, criada pela Lei nº 12/71, de 30 de novembro de 1971, na administração do prefeito Adalberto Fernandes Luna. LEIA MAIS